Infertilidade Masculina

Infertilidade masculina: um tema que merece investigação clínica séria e individualizada

Quando um casal enfrenta dificuldades para engravidar, a investigação do fator masculino é parte indispensável do processo diagnóstico — e não um passo secundário ou de última hora. Estudos populacionais consistentemente demonstram que o fator masculino contribui de forma exclusiva ou combinada em aproximadamente 50% dos casos de infertilidade conjugal. Apesar disso, muitos homens chegam ao andrologista apenas após meses de investigação exclusiva da parceira, o que atrasa o diagnóstico e, consequentemente, as possibilidades de conduta.

Como urologista e andrologista com formação específica em reprodução humana em São Paulo, ofereço a avaliação da infertilidade masculina dentro de um contexto clínico completo — investigação estruturada, interpretação contextualizada dos resultados e conduta individualizada para cada caso. Este artigo foi escrito para quem quer entender o que a avaliação clínica da infertilidade masculina realmente envolve: quais exames são realizados, o que cada um avalia, quais são as causas mais comuns e quando a investigação especializada é o próximo passo adequado.

Se você está em São Paulo e quer uma consulta presencial na Avenida Paulista com andrologista especializado em fertilidade masculina, ou prefere iniciar com uma consulta de telemedicina disponível para todo o Brasil, saiba que a avaliação clínica estruturada é sempre o ponto de partida — antes de qualquer decisão terapêutica ou reprodutiva.

O que é infertilidade masculina e como ela é definida

A infertilidade é definida clinicamente como a ausência de concepção após doze meses de relações sexuais regulares sem uso de métodos contraceptivos — ou após seis meses, em casais em que a parceira tem mais de 35 anos. O fator masculino é identificado quando a investigação evidencia alterações na produção, qualidade ou função dos espermatozoides capazes de comprometer a capacidade reprodutiva.

É importante compreender que infertilidade masculina não é sinônimo de ausência total de espermatozoides. Ela abrange um espectro amplo de condições — desde alterações discretas de mobilidade ou morfologia até a azoospermia, situação em que não há espermatozoides ejaculados. A gravidade da condição e as possibilidades de conduta variam enormemente conforme a causa identificada, o que reforça a importância de uma investigação clínica estruturada antes de qualquer decisão.

Outro ponto fundamental: a infertilidade masculina não é uma condição estática. Em muitos casos, causas identificáveis e tratáveis são encontradas — e a intervenção adequada pode modificar significativamente o prognóstico reprodutivo do casal.

Por que investigar o fator masculino desde o início

A avaliação simultânea do casal — e não sequencial — é a abordagem mais eficiente do ponto de vista clínico. Isso significa que, enquanto a parceira realiza sua investigação ginecológica, o homem deve ser avaliado de forma paralela por andrologista ou urologista com formação em reprodução masculina.

As razões para essa simultaneidade são objetivas. A investigação masculina é mais simples e rápida do que a feminina em muitos casos. Os resultados podem orientar decisões importantes sobre o tipo de técnica de reprodução assistida mais adequada — desde a relação sexual dirigida até a fertilização in vitro com injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI) — e, em alguns casos, o tratamento clínico ou cirúrgico do fator masculino pode resultar em concepção natural, evitando procedimentos mais complexos.

Além disso, alterações na análise seminal podem ser o primeiro sinal de condições clínicas não diagnosticadas — como varicocele, hipogonadismo, infecções subclínicas ou alterações genéticas — que merecem atenção independentemente do planejamento reprodutivo imediato.

O que é o espermograma e como ele é interpretado

O espermograma — também chamado de análise seminal — é o exame fundamental da investigação da infertilidade masculina. Ele avalia as características físicas e microscópicas do sêmen e dos espermatozoides, fornecendo informações sobre concentração, mobilidade, morfologia e outros parâmetros relevantes.

Os parâmetros avaliados no espermograma incluem o volume do ejaculado, a concentração de espermatozoides por mililitro, a motilidade total e progressiva, a morfologia segundo critérios de Kruger — que avalia a forma dos espermatozoides segundo padrões rigorosos — e a vitalidade celular. Parâmetros adicionais como a presença de leucócitos em excesso, fragmentação do DNA espermático e viscosidade do sêmen podem ser incluídos conforme a indicação clínica.

A interpretação do espermograma exige conhecimento da variabilidade biológica natural desse exame. Um resultado alterado não é, por si só, diagnóstico definitivo — pode refletir condições temporárias como febre recente, uso de medicamentos, abstinência inadequada ou estresse. Por isso, a análise seminal é frequentemente repetida em intervalos adequados antes de conclusões definitivas, e sempre interpretada no contexto clínico do paciente.

Principais parâmetros alterados e o que eles podem indicar

Oligozoospermia

Concentração de espermatozoides abaixo dos valores de referência estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde. Pode ser leve, moderada ou grave, e suas causas incluem varicocele, alterações hormonais, exposição a toxinas, doenças sistêmicas e fatores genéticos.

Astenozoospermia

Redução da motilidade espermática — tanto da motilidade progressiva quanto da total. Pode estar relacionada a defeitos estruturais dos espermatozoides, infecções, estresse oxidativo elevado no sêmen e outras condições. A mobilidade adequada é essencial para que o espermatozoide alcance e fecunde o óvulo naturalmente.

Teratozoospermia

Aumento da proporção de espermatozoides com morfologia alterada, avaliada pelos critérios estritos de Kruger. Defeitos de morfologia podem comprometer a capacidade de fecundação, embora a relação entre morfologia e fertilidade seja complexa e deva ser interpretada em conjunto com os demais parâmetros.

Azoospermia

Ausência de espermatozoides no ejaculado — condição que exige investigação específica para determinar se a causa é obstrutiva (obstrução das vias seminais, com produção espermática preservada) ou não obstrutiva (falha na espermatogênese). Essa distinção tem impacto direto nas possibilidades terapêuticas e reprodutivas.

Causas de infertilidade masculina: o que a investigação clínica busca identificar

Varicocele

A varicocele — dilatação das veias do plexo pampiniforme que drena o testículo — é a causa corrigível mais comum de infertilidade masculina, presente em cerca de 35% dos homens com infertilidade primária e em até 80% daqueles com infertilidade secundária. Ela compromete a função testicular por múltiplos mecanismos, incluindo elevação da temperatura escrotal, estresse oxidativo e alterações no fluxo sanguíneo. O diagnóstico é clínico e confirmado por ultrassonografia com Doppler — e em casos selecionados, a correção cirúrgica pode melhorar os parâmetros seminais.

Fatores hormonais

O eixo hipotálamo-hipofisário-gonadal regula a espermatogênese. Alterações nos níveis de FSH, LH, testosterona, prolactina e outros hormônios podem comprometer diretamente a produção espermática. O hipogonadismo — seja primário ou secundário — é uma das causas hormonais mais frequentes e, em muitos casos, tem manejo clínico possível.

Fatores genéticos

Alterações cromossômicas — como a síndrome de Klinefelter, com cariótipo 47,XXY — e microdeleções do cromossomo Y na região AZF são causas genéticas documentadas de comprometimento da espermatogênese. Essas condições são identificadas por cariótipo e por pesquisa de microdeleções do Y, exames indicados especialmente em casos de azoospermia ou oligozoospermia grave.

Obstrução das vias seminais

A azoospermia obstrutiva pode resultar de infecções genitais prévias — como epididimite ou uretrite por doenças sexualmente transmissíveis —, vasectomia anterior, ausência congênita bilateral dos vasos deferentes (frequentemente associada a mutações no gene CFTR, responsável pela fibrose cística) ou outros obstáculos anatômicos nas vias de transporte espermático.

Fatores testiculares primários

Criptorquidia — testículo não descido corrigido na infância — trauma testicular, orquites virais (especialmente a caxumba pós-puberal) e exposição a agentes gonadotóxicos como quimioterapia ou radiação são causas de comprometimento testicular primário que podem se refletir em alterações seminais significativas.

Fatores relacionados ao estilo de vida e ao ambiente

Obesidade, tabagismo, uso de substâncias ilícitas, exposição ocupacional a toxinas, uso de esteroides anabolizantes — que suprimem drasticamente a espermatogênese — e estresse crônico são fatores modificáveis com impacto documentado na qualidade seminal. A avaliação desses aspectos faz parte da anamnese e, quando identificados, orienta medidas complementares ao tratamento clínico ou cirúrgico.

O exame físico na avaliação andrologica: o que ele revela

O exame físico é parte insubstituível da avaliação andrologica. Ele inclui a análise das características físicas relacionadas ao desenvolvimento hormonal, o exame dos órgãos genitais externos — com avaliação do volume e da consistência testicular, da presença de varicocele, de alterações epididimárias ou do vas deferens —, além de outros achados que orientam a hipótese diagnóstica.

O volume testicular, em particular, é um marcador importante da reserva espermatogênica. Testículos de volume reduzido frequentemente indicam comprometimento da função tubular — onde os espermatozoides são produzidos — e podem direcionar a investigação para causas hormonais ou genéticas.

Esse exame não pode ser substituído por consulta remota — ele requer presença e é realizado com respeito, clareza e técnica adequada.

Exames complementares: o que pode ser solicitado e por quê

Além do espermograma, a investigação da infertilidade masculina pode incluir dosagem hormonal completa — FSH, LH, testosterona total e livre, prolactina, estradiol e hormônios tireoidianos —, ultrassonografia testicular com Doppler para avaliação da varicocele e de alterações estruturais, cariótipo e pesquisa de microdeleções do Y em casos de azoospermia ou oligozoospermia grave, e pesquisa de fragmentação do DNA espermático em casos selecionados com falhas repetidas de fertilização assistida.

A solicitação de cada exame é criteriosa e baseada no perfil clínico do paciente — não existe um painel fixo aplicável a todos. Essa individualização reduz custos desnecessários e direciona a investigação para onde ela realmente faz diferença clínica.

Mitos e verdades sobre infertilidade masculina

“Infertilidade masculina é problema raro.” Mito. O fator masculino está presente em cerca de 50% dos casos de infertilidade conjugal — seja de forma exclusiva ou combinada com fator feminino. Não é um problema raro; é subdiagnosticado pela demora em investigar o homem.

“Quem tem relação sexual normal não pode ter infertilidade.” Mito. Função erétil e ejaculação preservadas não garantem qualidade espermática adequada. A análise seminal é o único exame que avalia diretamente os parâmetros relevantes para a fertilidade masculina.

“Espermograma alterado significa que nunca haverá filhos.” Mito. A interpretação do espermograma é complexa e deve considerar múltiplos fatores. Muitos homens com parâmetros alterados conseguem conceber naturalmente ou com auxílio de técnicas de reprodução assistida. Além disso, causas tratáveis identificadas podem resultar em melhora significativa dos parâmetros após conduta adequada.

“Uso de anabolizantes não afeta a fertilidade.” Mito grave. O uso de esteroides anabolizantes — inclusive testosterona exógena — suprime o eixo hipotálamo-hipofisário e pode resultar em azoospermia. A recuperação da espermatogênese após a suspensão do uso pode levar meses ou não ocorrer completamente. Esse é um ponto que discuto com clareza com qualquer paciente em uso dessas substâncias.

“Só o espermograma é necessário para investigar infertilidade masculina.” Mito. O espermograma é o ponto de partida, mas uma investigação completa inclui exame físico, avaliação hormonal e, conforme o quadro, exames de imagem e genéticos. A análise seminal isolada não é suficiente para identificar todas as causas de infertilidade masculina.

Quando buscar avaliação com andrologista especialista em infertilidade masculina em São Paulo

A avaliação andrologica é indicada para qualquer casal que preencha os critérios de infertilidade — doze meses sem concepção, ou seis meses quando a parceira tem mais de 35 anos. Idealmente, a investigação masculina deve começar de forma simultânea à investigação feminina, não sequencial.

Também é indicada para homens com histórico de condições que possam comprometer a fertilidade — criptorquidia, varicocele conhecida, orquite, vasectomia anterior, uso de anabolizantes, exposição a quimioterapia ou radioterapia — independentemente do tempo de tentativa do casal.

Se você está em São Paulo ou na Grande São Paulo e quer uma consulta com andrologista especializado em infertilidade masculina na Avenida Paulista, o atendimento presencial é realizado na Avenida Paulista, 1048, 18º andar — em ambiente discreto, confortável e dedicado ao paciente particular. Para quem está em outra cidade ou prefere não se deslocar, a telemedicina está disponível para todo o Brasil. A anamnese detalhada, a revisão de exames anteriores e a orientação diagnóstica inicial podem ser conduzidas remotamente com qualidade. O exame físico e procedimentos exigem presença.

Como funciona a consulta com o Dr. Gustavo Fonseca

A consulta de avaliação da infertilidade masculina começa pela escuta — não pelos exames. O histórico clínico do casal, o tempo de tentativa, as condições clínicas do paciente, o uso de medicamentos ou substâncias, os hábitos de vida e as expectativas em relação ao tratamento são todos coletados antes de qualquer solicitação laboratorial.

O exame físico andrologico é realizado em seguida, com avaliação cuidadosa dos testículos, epidídimos, vias seminais e demais estruturas relevantes. Os exames complementares são solicitados com critério — espermograma, perfil hormonal, ultrassonografia e outros conforme a indicação clínica de cada caso. Após os resultados, retornamos para interpretar os achados, discutir as possibilidades terapêuticas ou reprodutivas e construir, juntos, um plano de conduta claro e adequado ao perfil do paciente e do casal.

Esse processo é conduzido com tempo real para dúvidas, linguagem acessível e sem pressão. O objetivo é que o paciente — e o casal — compreendam o que está acontecendo e quais são os caminhos possíveis a partir dali.

O contato para agendamento pode ser feito pelo site ou diretamente com o consultório.

Diferenciais do Dr. Gustavo Fonseca: formação em reprodução humana e andologia integrada

Minha formação foi construída nos principais hospitais de referência do Brasil. Fiz residência em Cirurgia Geral no Hospital Santa Casa de Misericórdia de Campinas e residência em Urologia no Hospital Ana Costa, em Santos. Concluí pós-graduação em Reprodução Humana pela Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo, em parceria com o Projeto Alfa — formação diretamente relacionada à investigação e ao manejo da infertilidade masculina, que me coloca em uma posição diferenciada para atender casais que enfrentam essa questão.

Atualmente, curso especialização em Cirurgia Urológica Minimamente Invasiva no Hospital Sírio-Libanês e em Sexologia Humana pela Faculdade Unyleya. Sou membro da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA) — essa última afiliação reflete diretamente meu envolvimento com a área da reprodução masculina e minha integração com equipes de reprodução assistida. Antes de me dedicar exclusivamente ao consultório particular, atuei na coordenação hospitalar e chefia de serviços — experiência que moldou meu critério diagnóstico e minha responsabilidade na condução de casos com implicações reprodutivas.

O modelo de atendimento que ofereço parte de uma premissa clara: sem convênios, sem pressa, com tempo real para que o paciente — e o casal — compreenda cada etapa do processo. Na investigação da infertilidade, isso não é um diferencial de conforto — é um requisito clínico.

A investigação adequada é o primeiro passo para decisões informadas

A infertilidade masculina tem causas identificáveis em grande parte dos casos. E causas identificáveis têm, frequentemente, condutas possíveis — clínicas, cirúrgicas ou reprodutivas. O que faz a diferença no resultado é a qualidade da investigação: se ela é estruturada, individualizada e conduzida por profissional com formação específica nessa área.

Se você e sua parceira estão passando por esse processo, ou se você quer avaliar sua saúde reprodutiva de forma preventiva, o próximo passo é uma consulta com especialista — sem pressão, com atenção real e com as informações necessárias para tomar decisões com segurança e clareza.

Agende sua consulta presencial em São Paulo, na Avenida Paulista, ou inicie pela telemedicina, de onde você estiver. Estou aqui para oferecer a avaliação que esse momento merece.

Atendimento Particular · Av. Paulista, São Paulo

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