Existem momentos na vida de um homem em que a saúde reprodutiva se torna uma prioridade urgente — não por desejo imediato de paternidade, mas por consciência de que determinadas situações clínicas ou escolhas de vida podem comprometer a fertilidade futura de forma irreversível. A preservação da fertilidade masculina é a estratégia médica que permite proteger essa possibilidade — mesmo antes que o desejo de ter filhos esteja definido.
Como urologista e andrologista com pós-graduação em Reprodução Humana e membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), ofereço orientação e encaminhamento estruturado para a preservação da fertilidade masculina dentro de um contexto clínico integrado. Este artigo foi escrito para quem quer entender quando a preservação é indicada, como funciona o processo de criopreservação espermática e por que essa decisão deve ser tomada antes — não depois — de tratamentos ou procedimentos que possam afetar a função reprodutiva.
Se você está em São Paulo e quer uma consulta presencial na Avenida Paulista com andrologista especializado, ou prefere iniciar com uma consulta de telemedicina disponível para todo o Brasil, saiba que o tempo é um fator clínico relevante nesse contexto — e que a avaliação deve ocorrer o quanto antes quando há indicação.
O que é preservação da fertilidade masculina
A preservação da fertilidade masculina é o conjunto de estratégias médicas voltadas para proteger a capacidade reprodutiva de um homem antes de situações que possam comprometê-la — seja de forma temporária ou permanente. A principal estratégia disponível e mais consolidada clinicamente é a criopreservação espermática — o congelamento de amostras de sêmen para armazenamento em banco de sêmen, com possibilidade de uso futuro em técnicas de reprodução assistida.
A criopreservação espermática é um processo tecnicamente bem estabelecido, com taxas de sobrevivência dos espermatozoides após o descongelamento que permitem seu uso em diferentes técnicas de reprodução assistida — desde a inseminação intrauterina até a fertilização in vitro e a injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI). Os espermatozoides criopreservados podem permanecer armazenados por décadas sem perda significativa de viabilidade — o que confere ao processo uma margem de segurança temporal relevante.
Além da criopreservação de sêmen ejaculado, existem estratégias de preservação para homens com azoospermia ou produção espermática comprometida — incluindo a criopreservação de tecido testicular e a recuperação cirúrgica de espermatozoides para armazenamento. Essas abordagens são discutidas de forma individualizada conforme o perfil clínico de cada paciente.
Quando a preservação da fertilidade masculina é indicada
A indicação de preservação da fertilidade masculina é ampla e inclui diferentes contextos clínicos. A identificação precoce dessas situações — idealmente antes do início de qualquer tratamento que possa afetar a fertilidade — é o fator mais determinante para o sucesso da estratégia.
Diagnóstico de câncer e início de quimioterapia ou radioterapia
Este é o contexto de maior urgência em termos de preservação da fertilidade masculina. A quimioterapia — especialmente com agentes alquilantes — e a radioterapia pélvica ou testicular têm potencial gonadotóxico significativo, podendo causar comprometimento temporário ou permanente da espermatogênese. A criopreservação espermática deve ser realizada antes do início do tratamento oncológico — idealmente nas semanas que antecedem a primeira sessão de quimioterapia ou radioterapia.
O diagnóstico de câncer — especialmente em homens jovens — não deve impedir a discussão sobre fertilidade futura. Essa conversa faz parte do cuidado integral do paciente oncológico, e o andrologista tem papel fundamental nesse processo.
Cirurgias com potencial impacto na fertilidade
Determinadas cirurgias urológicas ou pélvicas podem comprometer a função reprodutiva — seja por lesão de estruturas do trato seminal, seja por impacto na produção hormonal. A prostatectomia radical, a ressecção de tumores retroperitoneais, cirurgias de correção de varicocele bilateral e a vasectomia são exemplos de procedimentos cujo impacto na fertilidade merece discussão prévia com o paciente.
Início de reposição hormonal masculina
A testosterona exógena — em qualquer modalidade — suprime a espermatogênese ao inibir o eixo hipotálamo-hipofisário. Homens que iniciam TRT e têm desejo de paternidade futura devem ser orientados sobre esse impacto antes do início do tratamento — e a criopreservação espermática é uma opção a ser discutida nesse contexto.
Doenças sistêmicas com impacto na fertilidade
Doenças autoimunes, insuficiência renal, diabetes de longa data e outras condições sistêmicas podem comprometer progressivamente a qualidade seminal ao longo do tempo. Homens com essas condições que ainda não têm planos reprodutivos definidos podem se beneficiar da criopreservação como estratégia preventiva.
Decisão pessoal de proteção reprodutiva
Homens que desejam adiar a paternidade, mas querem preservar a possibilidade de ter filhos biológicos no futuro — independentemente de qualquer condição clínica —, têm indicação legítima de criopreservação espermática. A qualidade seminal tende a declinar com o envelhecimento, e a criopreservação em uma fase de maior qualidade espermática pode representar uma vantagem clínica futura.
Como funciona o processo de criopreservação espermática
O processo de criopreservação espermática é relativamente simples do ponto de vista prático — mas exige planejamento, avaliação prévia e execução em laboratório de reprodução assistida com infraestrutura adequada.
Avaliação andrologica prévia
Antes da criopreservação, a avaliação andrologica permite identificar a qualidade seminal basal do paciente, identificar condições que possam comprometer a amostra — como infecções ou desequilíbrios hormonais —, e planejar a coleta de forma a maximizar a qualidade da amostra armazenada. Essa avaliação inclui espermatograma, perfil hormonal e, quando indicado, exames complementares específicos.
Coleta da amostra
A coleta é realizada por masturbação, após período de abstinência sexual de dois a cinco dias — tempo que favorece a concentração e a qualidade espermática. Em casos em que a coleta convencional não é possível — azoospermia, disfunção ejaculatória, lesão medular — existem alternativas como a eletroejaculação ou a recuperação cirúrgica de espermatozoides diretamente do testículo ou do epidídimo para criopreservação.
Recomenda-se o armazenamento de múltiplas amostras quando possível — o que aumenta a segurança da estratégia e amplia as possibilidades de uso futuro.
Processamento e congelamento
Em laboratório especializado, a amostra é processada, avaliada quanto à qualidade pós-processamento e preparada com crioprotetor — substância que protege os espermatozoides durante o congelamento e o descongelamento. Em seguida, é armazenada em nitrogênio líquido a -196°C, temperatura que suspende os processos metabólicos celulares e permite o armazenamento por tempo indefinido sem deterioração significativa.
Armazenamento e uso futuro
Os espermatozoides criopreservados permanecem disponíveis no banco de sêmen pelo tempo que o paciente desejar. Quando há intenção de uso, a amostra é descongelada e avaliada quanto à qualidade pós-descongelamento, sendo então utilizada na técnica de reprodução assistida mais adequada para o perfil do casal — inseminação intrauterina, FIV ou ICSI.
A urgência da preservação no contexto oncológico
No contexto do diagnóstico de câncer, a preservação da fertilidade masculina tem uma janela temporal muitas vezes estreita — e cada dia antes do início do tratamento é relevante. Idealmente, o paciente deve ser encaminhado para o andrologista assim que o diagnóstico é estabelecido e antes do início da quimioterapia ou radioterapia.
Na prática, esse encaminhamento nem sempre acontece de forma automática — o que reforça a importância de que o próprio paciente — ou seus familiares — pergunte ao oncologista sobre a possibilidade de preservação antes do tratamento. Como andrologista, recebo esses encaminhamentos e priorizo o atendimento nesses casos, com avaliação rápida e orientação para a criopreservação no menor tempo possível.
Mitos e verdades sobre preservação da fertilidade masculina
“Jovem não precisa pensar em preservação da fertilidade.” Mito. O câncer, os tratamentos gonadotóxicos e outras condições que justificam a preservação da fertilidade podem ocorrer em qualquer faixa etária. Homens jovens com diagnóstico oncológico são justamente aqueles que mais se beneficiam da estratégia.
“Depois do tratamento oncológico, a fertilidade sempre se recupera.” Mito. A recuperação da espermatogênese após tratamentos gonadotóxicos é variável e imprevisível. Em alguns casos é completa; em outros, o comprometimento é permanente. Não é possível prever com segurança o desfecho antes do início do tratamento — o que torna a criopreservação prévia a única estratégia confiável de proteção.
“Espermatozoides criopreservados perdem qualidade com o tempo.” Mito. Estudos de longo prazo demonstram que espermatozoides armazenados em nitrogênio líquido mantêm viabilidade e capacidade de fertilização por décadas, sem deterioração significativa atribuível ao tempo de armazenamento.
“TRT não afeta a fertilidade de forma relevante.” Mito grave. A testosterona exógena suprime o eixo hipotálamo-hipofisário de forma consistente, podendo levar à azoospermia em homens em TRT. Homens com desejo de paternidade futura devem discutir esse aspecto antes de iniciar a reposição hormonal.
“Preservação da fertilidade só é possível para quem já tem filhos.” Mito. A preservação da fertilidade não tem qualquer relação com o histórico reprodutivo do paciente — ela é indicada para qualquer homem que enfrente uma situação capaz de comprometer a fertilidade futura, independentemente de já ter filhos ou não.
Quando buscar avaliação para preservação da fertilidade em São Paulo
A avaliação é indicada com urgência para homens com diagnóstico de câncer que vão iniciar quimioterapia ou radioterapia. Também é indicada para homens que vão se submeter a cirurgias com potencial impacto na fertilidade, para aqueles que planejam iniciar TRT e têm desejo de paternidade futura, e para homens que desejam preservar a possibilidade de filhos biológicos por razões pessoais ou preventivas.
O atendimento presencial é realizado na Avenida Paulista, 1048, 18º andar, em São Paulo. A telemedicina está disponível para todo o Brasil para a orientação inicial. Em casos oncológicos, o atendimento é priorizado e realizado no menor prazo possível.
Como funciona a consulta com o Dr. Gustavo Fonseca
A consulta de orientação para preservação da fertilidade começa pelo entendimento completo do contexto clínico do paciente — diagnóstico, tratamento planejado, janela temporal disponível e objetivos reprodutivos. A avaliação andrologica é realizada e a orientação para o laboratório de criopreservação é feita de forma estruturada e ágil. O acompanhamento após a criopreservação inclui orientação sobre as possibilidades de uso futuro e integração com equipes de reprodução assistida quando necessário.
O contato para agendamento pode ser feito pelo site ou diretamente com o consultório.
Diferenciais do Dr. Gustavo Fonseca
Minha formação inclui pós-graduação em Reprodução Humana pela Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo — formação que me capacita a conduzir a orientação de preservação da fertilidade de forma clinicamente fundamentada. Sou membro da SBU e da SBRA. Atendo exclusivamente de forma particular, com atenção real e sem limitações de convênio.
Proteger a fertilidade hoje é uma decisão que o futuro agradece
A preservação da fertilidade masculina é uma das estratégias médicas mais eficazes em situações onde o tempo e a janela de oportunidade são limitados. Agir antes — com avaliação andrologica e criopreservação estruturada — é a única forma de garantir que essa escolha esteja disponível no futuro.
Agende sua consulta presencial em São Paulo, na Avenida Paulista, ou inicie pela telemedicina, de onde você estiver. Estou aqui para oferecer orientação clínica séria e ágil — com atenção real ao momento que você está vivendo.






















