Rezum: uma abordagem inovadora para o tratamento da hiperplasia prostática benigna
O tratamento da hiperplasia prostática benigna passou por avanços significativos nas últimas décadas, e a técnica Rezum representa um dos desenvolvimentos mais relevantes desse campo. Trata-se de uma abordagem minimamente invasiva que utiliza vapor d’água para reduzir o tecido prostático aumentado, com perfil de recuperação favorável e preservação da função sexual em grande parte dos casos. Como urologista especializado em cirurgia urológica minimamente invasiva em São Paulo, ofereço o Rezum como parte de um portfólio terapêutico estruturado — sempre dentro de um contexto de avaliação clínica criteriosa e indicação individualizada.
Este artigo foi escrito para quem quer entender o Rezum com profundidade: o que é a técnica, como ela funciona biologicamente, para quem é indicada, quais são suas vantagens e limitações em relação a outras opções, e o que esperar de todo o processo — da avaliação ao acompanhamento pós-procedimento. O conteúdo é técnico, acessível e baseado em evidência científica — sem promessas e sem simplificações que comprometam a qualidade da informação.
Se você está em São Paulo e quer uma consulta presencial na Avenida Paulista para discutir as opções de tratamento para a próstata, ou prefere iniciar com uma consulta de telemedicina disponível para todo o Brasil, saiba que a avaliação clínica completa é sempre o ponto de partida — antes de qualquer decisão terapêutica.
O que é a hiperplasia prostática benigna e por que ela precisa de atenção
A hiperplasia prostática benigna — HPB — é o crescimento não canceroso da próstata que ocorre de forma progressiva com o envelhecimento masculino. À medida que a glândula aumenta de volume, ela pode comprimir a uretra e dificultar o fluxo urinário, gerando sintomas que impactam diretamente a qualidade de vida, o sono e a saúde do trato urinário inferior.
Os sintomas da HPB se dividem em dois grupos. Os obstrutivos incluem dificuldade para iniciar a micção, jato urinário fraco ou intermitente, demora para esvaziar a bexiga e gotejamento ao final da micção. Os irritativos envolvem urgência miccional, aumento da frequência urinária durante o dia e especialmente à noite — noctúria — e sensação de esvaziamento incompleto. Em graus mais avançados, a obstrução pode levar à retenção urinária aguda ou crônica, com consequências para a bexiga e para os rins.
A HPB afeta a maioria dos homens a partir dos 60 anos, em graus variáveis de intensidade. Nem todo aumento de próstata gera sintomas relevantes, e nem todo sintoma exige intervenção cirúrgica imediata — mas a avaliação especializada é fundamental para definir a conduta mais adequada para cada caso específico.
O que é o Rezum e como a técnica funciona
O Rezum é um sistema de tratamento minimamente invasivo para HPB que utiliza energia térmica transportada por vapor d’água para destruir células do tecido prostático aumentado. O processo fundamenta-se na termoablação celular — o vapor, ao ser liberado no interior do tecido prostático, libera a energia térmica armazenada nas moléculas de água, causando a morte das células glandulares na região tratada.
O procedimento é realizado por via endoscópica — ou seja, inteiramente pelo canal uretral, sem incisão externa. Com o paciente sob sedação ou anestesia local, um dispositivo específico é introduzido pela uretra até a região prostática. Em seguida, pequenas injeções de vapor d’água são aplicadas diretamente no tecido adenomatoso — o tecido responsável pela obstrução — em sessões de poucos segundos cada. O número de aplicações depende do volume e da anatomia prostática de cada paciente.
Ao longo das semanas seguintes ao procedimento, o tecido tratado passa por um processo de absorção natural pelo organismo. Isso resulta na redução progressiva do volume prostático na região tratada, com consequente alívio da obstrução uretral e melhora dos sintomas urinários. Esse processo de resposta não é imediato — a melhora clínica costuma se consolidar ao longo de semanas a meses, o que é uma característica importante a ser compreendida pelo paciente antes do procedimento.
Características clínicas do Rezum: o que o diferencia de outras técnicas
O Rezum ocupa um espaço específico no espectro das opções terapêuticas para HPB. Suas características clínicas o diferenciam tanto dos tratamentos medicamentosos quanto das técnicas cirúrgicas convencionais — e essa posição intermediária é o que define sua relevância clínica.
Perfil de preservação da função sexual
Uma das características mais documentadas do Rezum nos estudos clínicos publicados é o perfil de preservação da função sexual. Diferentemente de outras técnicas cirúrgicas para HPB — que frequentemente resultam em ejaculação retrógrada —, o Rezum tem demonstrado taxas significativamente menores de comprometimento ejaculatório, com preservação da ejaculação anterógrada na maioria dos pacientes avaliados nos estudos. A função erétil também é geralmente preservada.
Esse aspecto tem relevância clínica especial para homens que ainda têm vida sexual ativa e para quem a preservação da função ejaculatória é um critério importante na escolha do tratamento. Entretanto, como em qualquer procedimento médico, os resultados individuais variam — e a discussão franca sobre expectativas faz parte da consulta de avaliação.
Procedimento ambulatorial com recuperação relativamente rápida
O Rezum é realizado em regime ambulatorial, geralmente sem necessidade de internação hospitalar. O paciente utiliza cateter uretral por um período limitado após o procedimento — em geral de alguns dias a uma semana —, durante o qual o tecido tratado ainda está em processo de edema inicial. Após esse período, a recuperação progride de forma gradual, com retorno às atividades habituais em tempo relativamente curto em comparação às técnicas cirúrgicas convencionais.
Eficácia documentada em estudos de longo prazo
O Rezum conta com estudos clínicos controlados e seguimento de cinco anos publicados em literatura urológica de referência, demonstrando melhora significativa dos sintomas urinários e do fluxo miccional, com durabilidade satisfatória. Esses dados embasam a inclusão da técnica nas diretrizes de sociedades urológicas internacionais, incluindo a Associação Europeia de Urologia (EAU) e a Associação Americana de Urologia (AUA).
Limitações que precisam ser consideradas
O Rezum tem indicações mais específicas do que técnicas como o HoLEP. Próstatas de volume muito grande podem não ser as mais adequadas para essa abordagem. Pacientes com lóbulo médio prostático proeminente — uma variação anatômica que projeta tecido para dentro da bexiga — podem ter indicação mais precisa para outras técnicas. Além disso, a melhora dos sintomas não é imediata: o paciente e o médico precisam ter expectativas alinhadas sobre o tempo de evolução da resposta.
Essas considerações fazem parte da conversa que tenho com cada paciente durante a avaliação — o objetivo é sempre que a escolha terapêutica seja informada, realista e verdadeiramente adequada ao perfil clínico de cada caso.
Para quem o Rezum pode ser indicado
O Rezum é considerado principalmente para homens com HPB sintomática de grau moderado a grave, em um volume prostático compatível com as características técnicas da abordagem, e que tenham interesse específico na preservação da função ejaculatória ou que apresentem condições clínicas que favoreçam uma abordagem com menor complexidade anestésica e cirúrgica.
Também pode ser considerado em pacientes que não responderam adequadamente ao tratamento medicamentoso e que preferem evitar cirurgias de maior porte, além de homens com comorbidades que aumentam o risco de procedimentos anestésicos mais complexos.
A indicação do Rezum — assim como de qualquer técnica para HPB — é definida a partir da avaliação clínica individualizada. Ela considera volume prostático, anatomia glandular, gravidade dos sintomas, função vesical, perfil de risco cirúrgico e preferências do paciente. Não existe indicação genérica aplicável a todos.
Exames e avaliação pré-procedimento
A avaliação antes do Rezum segue um protocolo estruturado que serve tanto para confirmar a indicação quanto para planejar o procedimento com precisão.
Os exames mais relevantes incluem urofluxometria com medida do resíduo pós-miccional — para avaliação objetiva do fluxo urinário e da capacidade de esvaziamento vesical —, ultrassonografia prostática para medição de volume e avaliação da anatomia glandular, PSA para rastreamento de câncer de próstata, urinálise para descartar infecção ativa, e avaliação clínica geral com revisão dos medicamentos em uso.
A aplicação de escalas validadas de sintomas urinários — como o IPSS, Índice Internacional de Sintomas Prostáticos — permite quantificar o impacto dos sintomas na qualidade de vida e serve como referência para monitorar a resposta ao tratamento após o procedimento.
Mitos e verdades sobre o Rezum
“O Rezum é uma cirurgia de grande porte.” Mito. O Rezum é um procedimento minimamente invasivo, realizado por via endoscópica sem incisão externa, geralmente em regime ambulatorial e com recuperação relativamente rápida em comparação às técnicas cirúrgicas convencionais para próstata.
“A melhora dos sintomas é imediata após o Rezum.” Mito importante. A melhora sintomática ocorre de forma progressiva ao longo de semanas a meses, conforme o tecido tratado é absorvido pelo organismo. O paciente que espera resultado imediato precisará ajustar suas expectativas — e essa conversa é parte fundamental da consulta de avaliação.
“O Rezum sempre preserva a ejaculação.” Verdade parcial. Os estudos mostram taxas de preservação ejaculatória significativamente maiores do que nas técnicas convencionais, mas isso não é uma garantia absoluta para todos os pacientes. A discussão individualizada sobre esse aspecto faz parte da orientação pré-procedimento.
“O Rezum é indicado para qualquer tamanho de próstata.” Mito. Próstatas de volume muito grande ou com determinadas características anatômicas podem não ser as mais adequadas para essa técnica. A avaliação do volume e da anatomia prostática é parte essencial da definição da indicação.
“Não precisa de avaliação médica prévia para fazer o Rezum.” Mito. Como qualquer procedimento urológico, o Rezum exige avaliação clínica estruturada, exames complementares e confirmação da indicação antes de qualquer decisão. A realização sem essa avaliação representa risco clínico desnecessário.
Quando buscar avaliação para tratamento da próstata em São Paulo
A avaliação urológica é indicada sempre que sintomas urinários — obstrutivos ou irritativos — impactam a qualidade de vida, o sono ou a função urinária de forma significativa. Não é necessário aguardar a piora para buscar orientação especializada: a obstrução prolongada sem tratamento pode gerar consequências para a bexiga e para os rins que seriam evitáveis com conduta precoce.
Se você está em São Paulo ou na Grande São Paulo e quer uma consulta com urologista especializado em HPB e tratamentos minimamente invasivos para próstata na Avenida Paulista, o atendimento presencial é realizado na Avenida Paulista, 1048, 18º andar — em ambiente discreto e confortável, dedicado exclusivamente ao paciente particular.
Para quem está em outra cidade ou prefere não se deslocar, a telemedicina está disponível para todo o Brasil. A anamnese detalhada, a revisão de exames já realizados e a orientação diagnóstica inicial podem ser conduzidas remotamente com a mesma qualidade clínica. O exame físico e o procedimento, naturalmente, exigem presença.
Como funciona a consulta com o Dr. Gustavo Fonseca
A consulta para avaliação de HPB e discussão sobre o Rezum começa pela escuta. Cada paciente tem um histórico sintomático próprio, um grau diferente de impacto na qualidade de vida e expectativas que precisam ser compreendidas antes de qualquer decisão.
O atendimento inclui anamnese detalhada com aplicação de escores validados de sintomas urinários, exame físico com toque retal, solicitação criteriosa dos exames complementares necessários e, após os resultados, uma consulta de discussão em que as opções terapêuticas — medicamentosas e intervencionistas — são apresentadas com clareza e honestidade.
Quando há indicação para o Rezum, o planejamento do procedimento é feito de forma compartilhada: características da técnica, processo de recuperação, tempo esperado para melhora dos sintomas, possíveis efeitos e expectativas realistas de resultado são explicados com linguagem acessível e com espaço real para dúvidas. O objetivo é que o paciente tome sua decisão com informação completa e sem pressão.
O contato para agendamento pode ser feito pelo site ou diretamente com o consultório.
Diferenciais do Dr. Gustavo Fonseca: formação técnica especializada e atenção real
Minha formação foi construída nos principais hospitais de referência do Brasil. Fiz residência em Cirurgia Geral no Hospital Santa Casa de Misericórdia de Campinas e residência em Urologia no Hospital Ana Costa, em Santos — instituição de referência na formação urológica no país. Concluí pós-graduação em Reprodução Humana pela Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo.
Atualmente, curso especialização em Cirurgia Urológica Minimamente Invasiva no Hospital Sírio-Libanês — aprofundamento diretamente relacionado ao domínio das técnicas endoscópicas avançadas para próstata, incluindo o Rezum e o HoLEP. Curso também especialização em Sexologia Humana pela Faculdade Unyleya. Sou membro da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA). Antes de me dedicar exclusivamente ao consultório particular, atuei na coordenação hospitalar e chefia de serviços — experiência que moldou meu critério técnico e minha capacidade de conduzir casos complexos com responsabilidade.
O modelo de atendimento que ofereço parte de uma premissa que não abre concessão: sem convênios, sem correria, sem decisões tomadas antes de ouvir o paciente com atenção real. Na urologia cirúrgica, a qualidade da avaliação pré-procedimento é tão determinante quanto a habilidade técnica na sala de procedimento.
Informação clara é o caminho para a decisão certa
O Rezum representa uma opção terapêutica relevante para homens com HPB sintomática que buscam uma abordagem minimamente invasiva com perfil favorável de preservação da função sexual. Mas como qualquer conduta médica, sua indicação depende de avaliação clínica estruturada, confirmação dos critérios de elegibilidade e alinhamento cuidadoso de expectativas.
A melhor decisão começa pela consulta — não pelo procedimento. É na consulta que os dados são integrados, as opções são comparadas com honestidade e o paciente recebe as informações de que precisa para escolher com segurança e clareza.
Se você quer entender se o Rezum é a opção mais adequada para o seu caso, ou simplesmente quer uma avaliação completa da saúde da sua próstata com um urologista especializado em São Paulo, agende sua consulta presencial na Avenida Paulista ou inicie pela telemedicina, de onde você estiver. Estou aqui para oferecer orientação clínica séria, baseada em evidência e com atenção real ao que você precisa.













